Em resumo: PRF significa fibrina rica em plaquetas. A partir de uma pequena quantidade do seu próprio sangue, a centrifugação produz um concentrado rico em plaquetas e fatores de crescimento. É colocado na ferida ou numa zona de enxerto e apoia a cicatrização própria do organismo. Não contém aditivos nem material estranho: é o seu próprio sangue, apenas concentrado.
O termo «tratamento com sangue próprio» desperta associações que aqui não se aplicam. Em cirurgia oral o PRF não é uma promessa de cura nem um método alternativo, mas um procedimento muito sóbrio: aproveitar aquilo que o corpo já utiliza para cicatrizar, em maior concentração e no lugar adequado.
Como é obtido
- Antes da intervenção é recolhida uma pequena quantidade de sangue, como numa análise de rotina
- Os tubos são centrifugados: os componentes separam-se por peso
- Da camada intermédia forma-se uma matriz de fibrina firme e gelatinosa, com alta concentração de plaquetas e leucócitos
- Esta é prensada em membranas ou usada como tampão e colocada na mesma intervenção
Não são adicionados anticoagulantes, aditivos nem materiais animais ou sintéticos. É essa a diferença essencial em relação a técnicas mais antigas e a razão pela qual não levanta problemas legais nem imunológicos.
Onde é usado
- Após extrações, em especial de dentes do siso: a fibrina estabiliza o coágulo no alvéolo vazio
- Em enxertos ósseos: misturado com o substituto ósseo ou como membrana de cobertura sobre a zona enxertada
- Em elevações do seio, para proteger e cobrir a membrana sinusal elevada
- Na colocação de implantes, para apoiar a cicatrização do tecido mole na transição para a coroa
- Em feridas que cicatrizam pior, por exemplo em fumadores ou pacientes com risco elevado
O que alcança de forma realista
Os efeitos documentados dizem respeito sobretudo à fase inicial: uma ferida mais estável, menos edema e menos queixas nos primeiros dias, e um risco reduzido de alteração da cicatrização no alvéolo vazio. Nos enxertos ósseos a matriz de fibrina serve de estrutura de suporte na qual o tecido pode crescer.
O que o PRF não faz: não substitui o osso nem uma técnica cirúrgica cuidadosa. Não transforma um caso com pouco osso num caso com osso suficiente. E não anula o efeito do tabaco: no máximo atenua-o. Quem fuma depois da intervenção agrava a cicatrização mais do que o PRF a melhora.
Segurança e processo
Tratando-se do seu próprio sangue, não há reação de rejeição nem risco de infeção por material estranho. O esforço adicional para si é uma recolha de sangue no dia da intervenção. O método não é adequado com determinados distúrbios sanguíneos e da coagulação nem sob alguns medicamentos: esclarecemos isso na consulta prévia a partir do seu historial.
Se o PRF faz sentido no seu caso depende da intervenção e do seu risco de cicatrização. Propomo-lo onde traz uma vantagem reconhecível, não de forma rotineira em cada consulta.
Perguntas frequentes
O PRF é um método reconhecido?
Sim, está estabelecido e bem estudado em cirurgia oral e implantologia. O foco científico está na cicatrização precoce e na cicatrização do tecido mole.
Quanto sangue é recolhido?
Uma quantidade pequena, comparável a uma análise laboratorial normal. É recolhido pouco antes da intervenção.
O seguro alemão cobre o PRF?
Normalmente não: é sobretudo faturado como prestação privada e detalhado antes no plano de custos.
Posso comer normalmente mais cedo depois do PRF?
As regras após uma intervenção continuam as mesmas: proteger a ferida, não sugar, não fumar, comida mole. O PRF não encurta a fase de precaução: apoia a cicatrização dentro dela.
Este artigo fornece informação geral e não substitui uma consulta de medicina dentária. Revisão clínica: Dr. F. J. Rodríguez Ruíz, MSc., dentista na A+ Dental, Düsseldorf-Oberkassel.