Resposta breve: Na apneia obstrutiva do sono, a musculatura da garganta relaxa tanto durante o sono que a via aérea se estreita ou fecha repetidamente — com breves pausas respiratórias que interrompem o sono repetidamente, muitas vezes sem que a pessoa desperte o suficiente para notar. O diagnóstico é feito por um especialista do sono, não pelo dentista. O que a odontologia pode contribuir: na apneia leve a moderada, uma goteira de avanço mandibular feita à medida como opção de tratamento, prescrita medicamente e acompanhada pela medicina do sono.
Incluímos este tema porque está na interseção entre a medicina do sono e a odontologia — e porque muitos pacientes vêm primeiro por causa do ressonar, não da apneia do sono. A diferença é importante, por isso explicamo-la aqui.
O que acontece na apneia do sono
Na apneia obstrutiva do sono (AOS), a musculatura da garganta relaxa durante o sono até ao ponto de a via aérea superior se fechar parcial ou totalmente. A respiração para durante pelo menos dez segundos — por vezes várias vezes por hora, em casos graves mais de 30 vezes. Cada episódio termina com um breve despertar, geralmente inconsciente, para que a respiração recomece. O sono profundo fica assim fragmentado, sem que a pessoa se lembre de ter despertado de manhã.
A gravidade é determinada pelo índice de apneia-hipopneia (IAH) — o número de pausas respiratórias por hora de sono: leve entre 5 e 15, moderada entre 15 e 30, grave acima de 30. Este valor só é fornecido por um laboratório do sono ou por uma poligrafia ambulatória, nunca por um questionário ou uma aplicação.
Sinais de alerta que justificam uma avaliação
- Ressonar alto e irregular com pausas respiratórias observadas — geralmente notado pelo parceiro
- Sonolência diurna marcada apesar de dormir tempo suficiente, adormecer em tarefas monótonas
- Dor de cabeça matinal ou boca seca ao despertar
- Despertares noturnos com falta de ar ou sensação de sufoco
- Dificuldade de concentração, irritabilidade, necessidade frequente de urinar durante a noite
- Hipertensão que responde mal à medicação — um indício indireto frequente
Sem tratamento, a apneia obstrutiva do sono está associada a um maior risco de hipertensão, arritmias, AVC e acidentes por adormecer ao volante. Isso torna a avaliação urgente, não opcional.
Como o diagnóstico é feito — e onde não é feito
O diagnóstico é feito por um especialista do sono ou pneumologista, geralmente em duas fases: primeiro uma poligrafia ambulatória com um dispositivo para uma noite em casa e, se o resultado não for claro, uma noite no laboratório do sono com polissonografia completa. Nós, como dentistas, não fazemos este diagnóstico — o que fazemos é referenciar para a medicina do sono em caso de suspeita fundamentada, e avaliar a opção de tratamento dentário depois de feito o diagnóstico.
As opções de tratamento
Terapia CPAP
Uma máscara de pressão positiva mantém a via aérea aberta pneumaticamente — o padrão de referência, especialmente na apneia moderada a grave. Eficaz, mas não tolerada a longo prazo por todos os pacientes.
Goteira de avanço mandibular
Na apneia leve a moderada, uma alternativa ou complemento reconhecido, fabricado à medida pelo dentista. Mais detalhes no nosso guia sobre a goteira antironco.
Peso e posição ao dormir
A perda de peso melhora claramente o IAH em muitos pacientes com excesso de peso. Dormir de costas costuma agravar ainda mais o estreitamento — treinar para dormir de lado pode ajudar na apneia posicional.
Procedimentos otorrinolaringológicos ou de cirurgia maxilofacial
Perante estreitamentos anatómicos — como amígdalas muito aumentadas ou um retrognatismo mandibular pronunciado — em casos selecionados pode considerar-se a cirurgia, em estreita coordenação entre otorrinolaringologia e cirurgia maxilofacial.
O que contribuímos concretamente como dentistas
Na apneia leve a moderada diagnosticada por um médico, fabricamos por prescrição uma goteira de avanço à medida, ajustamos o avanço progressivamente e verificamos regularmente dentes, articulação mandibular e mordida. Perante uma suspeita fundamentada de apneia — por exemplo, um paciente que vem por causa do ressonar e refere também sinais de alerta — referenciamos ativamente para a medicina do sono em vez de fabricar uma goteira sem diagnóstico prévio.
IMPORTANTE
Este texto não substitui um diagnóstico médico. Em caso de suspeita de apneia do sono — especialmente com pausas respiratórias observadas ou sonolência diurna intensa — o primeiro passo é um estudo do sono, não um autoteste nem uma goteira de venda livre.
Perguntas frequentes
O dentista pode diagnosticar a apneia do sono?
Não. O diagnóstico é feito por um especialista do sono ou pneumologista através de poligrafia ou polissonografia. Nós podemos alertar e referenciar em caso de suspeita fundamentada, e oferecer uma opção de tratamento dentário depois de feito o diagnóstico.
Ressonar é sempre sinal de apneia do sono?
Não. A maioria das pessoas que ressonam não tem apneia do sono. O que importa é se a respiração para repetidamente — isso não se distingue com segurança apenas ouvindo, só através de uma medição do sono.
Uma goteira substitui a máscara?
Na apneia leve a moderada, uma goteira pode ser uma alternativa adequada, sobretudo se o CPAP não for tolerado. Na apneia grave, o CPAP costuma ser a opção mais eficaz. A decisão é tomada pelo especialista do sono em conjunto consigo.
O seguro cobre o custo?
Na apneia obstrutiva leve a moderada diagnosticada por um médico, o seguro público alemão pode cobrir o custo de uma goteira de avanço após prescrição e aprovação. No ressonar simples sem diagnóstico de apneia, é uma prestação privada.